hooligans no futebol do Brasil
Polícia gaúcha identifica “hooligans” que queimaram latrinas no último Grenal e segue identificações
Onze pessoas foram indiciadas como autoras dos incêndios ateados no último jogo entre o Grémio e o Inter, no estádio Beira-Rio, em 30 de Julho, e serão processadas por dano qualificado, sete, e incêndio com agravante, quatro. As cenas interromperam por cerca de 11 minutos o jogo com o Internacional, um clássico do futebol brasileiro chamado Grenal. Os actos de vandalismo e desacato culminaram com um grupo de “hooligans” arremessando para o fosso do estádio uma cabina de banheiro químico em chamas.
Segundo a delegada responsável pelo inquérito, a investigação não vai terminar com estes 11 indiciamentos, que foram possíveis após a audição de várias testemunhas e análise de vídeos e fotos dos acontecimentos.
Apesar da firmeza das autoridades polícias e do Ministério Público, o Grémio começou por receber da Justiça desportiva uma punição de oito jogos sem mando de campo, logo reduzida para três, o que indignou o promotor do STJD. “Um copo de água ou um rádio resulta em perda de mando por um jogo e 10 mil de multa. Então o que será preciso fazer para chegarmos a uma pena mais alta? Fogo em todo o estádio? Morte de alguém?”, lamentou Paulo Schmidt.
fonte : o jogo
Após a vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, na última quarta-feira, o técnico Tite, do Palmeiras, recusou de todas as formas o rótulo de principal responsável pela reviravolta da equipe no Campeonato Brasileiro. Para o treinador, todo o mérito é do grupo.
- Não sou nenhum mágico, já passei da época de ter vaidade e acha que eu sou o cara. Tenho a consciência de que não consigo fazer o time realizar algo que os jogadores não se sintam à vontade para pôr em prática. Contra o Fluminense, o Palmeiras fez o jogo ficar mais fácil, trabalhou para tornar a partida favorável a si.
Para o treinador, o toque de bola tem sempre que ter um objetivo. Tite enfatiza que jamais aprovaria qualquer atitude desrespeitosa aos times rivais.
- Não quero que meu time fique dando toquinhos sem objetividade, nem que faça firulas em campo. Quero, sim, que o meu time toque a bola para movimentar a equipe adversária. Digo a ele que eu quero que ele "inchem" as pernas dos nossos oponentes, de tanto correrem atrás da bola. Só asFsim se consegue espaços para realizar as jogadas.
Fonte: Globo
O presidente do Corinthians afirmou ontem que Carlito Tevez não pode ser negociado pela MSI sem o seu consentimento, apelidando de “especulações da imprensa” informações de que o argentino teria já assinado um pré-acordo com um clube europeu, ao abrigo da legislação que permite essas negociações a seis meses do fim dos contratos entre clubes e jogadores. As suspeitas, desde que Carlito chegou a São Paulo, como o mais forte investimento do futebol brasileiro (22 milhões de euros, especula-se) e bancado pelo fundo de Kia Joorabchian, é que no mesmo momento da assinatura do contrato teria sido assinado em branco um documento liberatório que garante ao empresário cuidar do seu investimento argentino, independentemente da saída da parceira assinada com o Timão. “Qualquer clube que queira contratar o Tevez precisa nos consultar formalmente e isso não aconteceu”, disse Alberto Dualib em entrevista à rádio “Jovem Pan”.
Menos certeza apresentou o dirigente para classificar o estado do acordo entre o clube e o fundo do iraniano que sustenta o futebol corintiano, e também como vai o clube lidar com o atraso deliberado de Tevez. Carlito viajou, como de costume para a Argentina, faltou aos treinos até agora – a equipa está em estágio para defrontar o Juventude – e ontem a rede Globo até mostrava imagens da participação do “apache” no palco da banda de cumbia Las Palmeiras, cantando feliz da vida. O correspondente da estação registou várias reacções de argentinos, uns pouco surpreendidos com a bronca, já que Carlitos era useiro e vezeiro nelas, nos tempos de Boca Juniors, e um senhor muito indignado, jurando que as imagens eram de “um imitador. “No es Carlito, no es él”, assegurava.
Dualib diz-se também surpreendido. “Não teve problema nenhum dentro da equipa. Com o Leão, por exemplo, não teve tempo para acontecer algo”, comentou, meio esquecido do episódio da braçadeira de capitão e da recusa quanto à ida a Londres. Para acabar de vez com a tranquilidade corintiana, subsistem as dúvidas quanto ao facto do dia do jogo entre a Argentina e o Brasil ser uma “data FIFA”. A CBF acha que sim, a federação argentina acha que não…
Enquanto isso…. Kia Joorabchian vive o luto pelo falecimento do pai e curte mais ressentimento contra Emerson Leão, à conta do episódio da carta de agradecimento pelas condolências. O tom parece de despedida, mas há quem assegure que o jovem iraninano está apenas a juntar a “camioneta” de dinheiro necessária para chegar a São Paulo e despedir o técnico. Dualib, num tom meio confuso, admite não saber se a parceria “ainda existe”.
Fonte: o jogo
